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Cartão de Crédito VISA do Rito Escocês Antigo
e Aceito.
Um cartão de afinidades que beneficia instituições sociais,
escolas, asilos, hospitais e programas patrióticos.
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Valor Tradicional e Místico da Iniciação
Maçônica
A Iniciação Maçônica é completa em si
mesma, quando o Maçom, depois de ter galgado
sucessivamente os degraus do Aprendiz e do
Companheiro, chega ao grau de Mestre.
Mas o iniciado deve poder romper a casca mental,
isto é, fugir do racionalismo esterilizante,
para atingir a transcendência; somente depois de
romper essa casca é que se torna possível o
acesso a verdadeira iniciação.
Todos os símbolos abrem portas, sob a condição
de não nos atermos apenas - como geralmente
acontece - às definições morais.
São muitos os que se declaram "racionalistas" e
que qualificam de "simbolistas" - com uma nuança
pejorativa - aqueles que tomaram consciência do
valor iniciático da Maçonaria.
Convém analisar o vocábulo "racionalismo" e
examinar os limites por ele impostos. O
racionalista (de ratio, razão) recusa-se a levar
em consideração tudo o que vai além dos limites
de seu entendimento. Sua concepção e seu
conhecimento do mundo arriscam-se, por isso, a
ser consideravelmente amesquinhados, a medida de
sua inteligência e de seu saber. E essa posição
intelectual prova ser realmente lamentável. Tal
atitude de limitação, para ser lógica, suporia
uma vasta cultura; desse modo, o racionalista
comum só pode confiar naqueles que professam sua
fé - pois existe uma fé - e que considera mais
"sábios" do que ele próprio. Ele pode, portanto,
ater-se às leis físicas e psicológicas
conhecidas e deve rejeitar - como manchado de
erro - tudo o que vai além dessas leis. Estranho
amesquinhamento de sua concepção do Universo!
O racionalista faz alarde de ser "científico" e
de que não passa de um "cientista"; ele admite
que a "Ciência" faz conhecer as coisas tais como
elas são, que ela resolve todos os problemas e
que ela basta para satisfazer todos os desejos
da inteligência humana. Para admitir um fato, a
ciência exige que ele possa ser repetido à
vontade; ela exige também que ele se enquadre em
suas leis gerais. Ora, existe uma série de
fenômenos que nao satisfaz essas condições e
cuja realidade não é, absolutamente, objetiva.
O racionalista fixa-se em sua concepção e dela
faz um dogma, agindo assim como um fanático,
exatamente como os fiéis de não importa que
religião, de não importa qual Igreja, para os
quais não existe salvação fora dos dados
teológicos que lhes são próprios.
A Ciência não passa de uma crença que se apóia
em Hipóteses continuamente renovadas; é inútil e
ilusório pedir a ela o que ela não pode dar o
conhecimento espiritual.
" O conhecimento ou a inteligência do divino,
diz Jamblico (De Mysteris, II, 11), não basta
para unir os fiéis a Deus; se assim fosse os
filósofos, por suas especulações, realizariam a
união com os deuses. É a execução perfeita e
superior à inteligência de atos inefáveis, é a
força inexplicável dos símbolos que fornece o
conhecimento das coisas divinas."
Ora, a Franco-Maçonaria é uma verdadeira escola
de iniciação e não, como a julgam comumente, uma
associação fraterna com finalidades mais ou
menos políticas.
A iniciação, tal como a concebiam as antigas
"Sociedades de Mistérios" e tal como a praticam
ainda as seitas mais ou menos evoluídas da
África negra ou da Ásia misteriosa, a iniciação
"abre portas" até então proibidas ao
recípiendário. Além do mais, a transmissão
ininterrupta dos "poderes" integra o impetrante
a Egrégora do grupo e o faz participar, apesar
dele, da vida mística e profunda da própria
essência dos símbolos.
Essa 'iniciação" verdadeira é Una no tempo, no
espaço, nos ritos, embora os costumes sociais ou
étnicos daqueles que a praticam sejam
diferentes. A Iniciação Maçônica torna palpável
essa Unidade do Conhecimento através das seitas
e dos ritos.
Será possível provar a filiação maçônica
iniciática mediante fatos precisos? Será
possível afirmar que essa filiação é
inexistente?
René Guénon é muito categórico a respeito: "Não
existem mais no mundo ocidental organizações
iniciáticas capazes de reivindicar para si uma
filiação tradicional autêntica senão as
Associações de Obreiros e a Maçonaria" Contudo,
ele não fornece nenhum argumento, a não ser
especulativo, para apoiar sua tese.
Albert Lantoine, o erudito historiador da
Maçonaria, pouco suspeito de misticismo, diz a
respeito da influência dos Rosa-Cruzes sobre a
Maçonaria: "Para nós há mais do que pontos de
contacto: há uma interpenetração que fez da
velha maçonaria uma nova franco-maçonaria.
Aliás, não podemos explicar por outro modo todo
esse simbolismo místico... Portanto - e esse
ponto é extremamente importante para os
decifradores de símbolos - nós veríamos ai a
explicação muito natural, muito simples desse
ritualismo que, em lugar de se ter transmitido
por sucessivas associações misteriosas, teria
sido implantado por inovadores curiosos de
reminiscências iniciáticas".
Seja como for, assim como o movimento se prova
caminhando, a Maçonaria prova seu valor
iniciático com todo esse aparato simbólico que
ela conserva e de que se utiliza.
Escrito por Jules Boucher
(Texto do seu livro - A Simbólica Maçônica -
edit. Pensamento)
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