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Cartão de Crédito VISA do Rito Escocês Antigo
e Aceito.
Um cartão de afinidades que beneficia instituições sociais,
escolas, asilos, hospitais e programas patrióticos.
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O Despertar da Consciência
O progresso da Humanidade tem seu início na
aplicação das leis de justiça, de amor e de
caridade. Princípios sempre defendidos por nossa
Sublime Instituição que, justamente por isso, é
considerada progressista. Aonde não há Justiça e
amor vigora a barbárie e a violência. A Justiça
nada mais é do que o respeito ao direito de cada
um. É a base para a convivência em sociedade,
por conseqüência, mola mestra do
desenvolvimento. O amor, por sua vez, substituiu
o personalismo. É o triunfo sobre o ego, já que
o amor, por definição, é incondicional e não
exige retorno.
O amor, juntamente com a Justiça, é outra
conquista importante do homem no interminável
processo de evolução. O amor é elemento
fundamental — um verdadeiro alicerce — na
formação de uma personalidade sadia; gera e
incentiva um comportamento equilibrado. Uma
criança amada é mais confiante em si mesma, tem
mais auto-estima, por isso desenvolve seu
potencial de forma mais uniforme e rápida,
transmitindo aos seus semelhantes o amor
recebido.
Amar é ser consciencioso e fazer aos outros
apenas o que deseja para si. Amar é compreender
as fraquezas e defeitos do outro, é relevar seus
erros e saber perdoar. Quem cresce sem amor
fatalmente será um adulto seco e desprovido de
compaixão, com um senso de justiça deturpado e
deficiente.
A caridade é o terceiro ponto desse alicerce,
estendido para outras fronteiras além do círculo
familiar e fraternal do Homem e do Maçom. Para
se viver a caridade precisa-se desenvolver
virtudes.
E o que é virtude? Nosso rituais definem muito
precisa e apropriadamente o que vem a ser
virtude: "é uma disposição da alma que nos induz
à prática do bem".
Construir Templos à virtude é cultivar a
permanente disposição para querer o bem, é ter a
coragem de assumir valores e enfrentar os
obstáculos que dificultarão a subida, rumo ao
conhecimento.
Logo, para vivenciar a justiça, o amor e a
caridade é necessário antes de tudo ser
virtuoso.
Platão, no século V a.C., já mostrava a virtude
como esforço de purificação das paixões. Dizia
que o compromisso do homem virtuoso está
vinculado à razão que determina o exercício
prático, o domínio do corpo.
Para Aristóteles, a virtude é a eqüidistância
entre dois vícios: um por excesso, outro por
falta. Ele nos alerta sobre a necessidade de
sermos prudentes e buscarmos o justo meio, sem o
excesso e sem a falta.
Só conseguiremos o justo meio a partir da
reflexão sobre as duas partes, utilizando a
razão, a justiça e o amor pra não haver enganos,
a partir do auto-conhecimento, que nos
proporcionará a consciência da nossa realidade
atual, e assim, saindo das sombras da
ignorância, poderemos atingir elevados
patamares, desenvolvendo valores conquistados.
Esses valores e virtudes, indispensáveis no
Maçom, são conquistados através da vontade,
imbuída de razão. Se temos direitos, temos
também deveres, e não somente para com os nossos
IIr.:, para com nossos familiares, para com a
sociedade, mas principalmente para com nós
mesmos, para com o nosso trabalho interior, para
o desbaste de nossa Pedra Bruta. A síntese
desses deveres está em cumprir com nossa
obrigação, para conosco e para com nossos
Irmãos. Não podemos somente ser Luz no caminho
alheio, temos que, antes de nada, ser Luz no
nosso próprio caminho.
Muitas vezes esquecemos de olhar para nós
mesmos, em se tratando de mudanças e
transformações. Exigimos que os outros mudem,
sem no entanto, fazer nada para sair de onde
estamos. Não deve haver lugar em nossos Templos
para a hipocrisia, para a luta pelo poder, para
a vaidade.
E a virtude onde fica? E a Fraternidade, o
objetivo de servir, de ser caridoso? Será que
esse nunca foi o objetivo? Teria sido apenas uma
Luz que se apagou? Onde estão nossos valores,
sempre ensinados mas nem sempre empregados?
Na verdadeira Maçonaria não deve haver espaço
para brigas por cargos, para a disputa política.
A verdadeira Maçonaria é aquela em que
vivenciamos o Amor, a Fraternidade, a Verdade, o
Dever e o Direito. A verdadeira Maçonaria é
aquela que nos proporciona o prazer
indescritível de abraçar um Irmão; é aquela que
faz com que a convivência fraternal seja um
prazer e não uma obrigação semanal.
Precisamos reavaliar nossas atitudes, nossos
comportamentos e valores. Estamos realizando o
trabalho que chamamos maçônico com respeito e
humildade ou com arrogância e orgulho? Estamos
realmente cumprindo o que juramos, de forma
livre, quando conhecemos a V.: L.:? Estamos
realmente cavando masmorras ao vício e
levantando Templos à virtude?
Nossa Ordem precisa sair do imobilismo que se
encontra. Precisamos, com união e respeito,
debater mais nossos problemas em Loja;
precisamos aprender a criticar e,
principalmente, aprender a ouvir críticas;
precisamos, acima de tudo, ser mais tolerantes
com os outros e menos tolerantes com nós mesmos;
precisamos desbastar nossa Pedra, não a do nosso
Irmão.
Arthur Aveline - MM, ARLS Dos Obreiros da Arte
Real nº 154
Porto Alegre - RS, GLMERGS.
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